|
Projeto prevê empreendimento no Gravatá, entre a Mole e a Joaquina
Cerca de 500 pessoas participaram neste domingo de um protesto contra a construção de uma pousada na praia do Gravatá, entre a Mole e a Joaquina, no Leste da Ilha de Santa Catarina.
A movimentação começou às 10h, com um campeonato de surfe montado na Praia Mole especialmente para o evento. Guga Arruda, Tiago Bianchini e Davi de Jesus, todos participantes do Super Surf (equivalente à primeira divisão do surfe profissional do Brasil) foram competidores; Fábio Gouveia e Xandi Fontes eram júri e Teco Padaratz o narrador.
Neco Padaratz, mesmo de fora da competição, compareceu e pegou algumas ondas mais tarde, quando o grupo já estava no Gravatá.
— O pessoal todo quis participar porque quem surfa aqui sabe a importância de preservar essa área — disse Davi, um dos mais engajados no projeto: depois de surfar, percorreu a trilha várias vezes para ajudar em detalhes da organização da caminhada e orientar os participantes na escolha do caminho menos trabalhoso na volta.
Após o campeonato, que reuniu cerca de mil espectadores, o grupo saiu em passeata pela Rodovia Manoel de Menezes, por volta do meio dia, até a entrada do caminho que leva ao Gravatá, próximo ao Bar Latitude.
É ali que devem ficar a sede da pousada e bangalôs, caso o projeto seja aprovado. Entre os que aderiram e os que deixaram o grupo no caminho, cerca de 500, de acordo com estimativas de policiais militares no local, foram até o rancho de pescadores na praia.
Após a caminhada, a maior parte retornou para a Mole e o show musical com integrantes da banda Dazaranha. Outros foram conhecer o sítio arqueológico do local, enquanto os organizadores chamavam para a audiência pública que discutirá o assunto na Câmara de Vereadores de Florianópolis no dia 14 de agosto, às 14h30min.
O arquiteto responsável pela obra da Tandau Empreendimentos, André Schmidt, diz que a empresa possui os terrenos há mais de 30 anos e que o projeto, de mais de cinco anos, é de baixo impacto ambiental.
— Iremos construir somente onde a lei permite — afirma.
(Diário Catarinense - plantão - Link para a matéria)
|