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Preserve o que é nosso!

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Obra na orla gera polêmica
Escrito por Tatyana Azevedo   
Dom, 27 de Julho de 2008 00:00

Moradores locais e construtora divergem sobre impacto de imóveis

A construção de residências e uma pousada no Canto do Gravatá, entre as praias Mole e Joaquina, no Leste da Ilha, em Florianópolis, mobiliza a comunidade local neste domingo, a partir das 10h. Moradores da região reivindicam a preservação da área.

O terreno de 160 mil metros quadrados fica 15% em Área de Preservação Permanente (APP) e 85% em Área de Preservação com Uso Limitado (APL). De acordo com a legislação, os proprietários têm direito de construir em 10% de uma APL. Para o Canto do Gravatá estão previstos uma pousada com 25 apartamentos e quatro bangalôs e um complexo de até 15 casas.

- Todo aquele local já foi uma APP, mas as mudanças de zoneamento da cidade comprometeram essas áreas. Nossa comunidade contesta isso. Daqui a pouco, todas as áreas daqui estarão edificadas - argumenta um dos representantes do grupo SOS Gravatá e membro do Verde Futuro, Bira Schauffert.

O arquiteto responsável pela obra da Tandau Empreendimentos Turísticos, André Schmitt, argumenta que a empresa possui os terrenos há 30 anos e que o projeto, de mais de cinco anos, é de baixo impacto ambiental.

- Somos proprietários de uma área de APL e iremos construir apenas onde a lei permite. Nada será feito junto à praia e na ponta do Gravatá, conhecida como Cabeça do Dragão. Essas áreas serão totalmente preservadas - explicou.

Viabilidade já foi negada há dois anos

A pousada com os bangalôs ficará no topo do morro, próximo ao local que hoje é usado como rampa de vôo livre. Em um nível mais abaixo serão construídas as casas.

O secretário de Urbanismo e Serviços Públicos e diretor-superintendente da Fundação Municipal de Meio Ambiente de Florianópolis, José Carlos Rauen, informou que há cerca de dois anos a empresa entrou com um pedido de viabilidade para a construção, que foi negado. Na época, havia uma discussão sobre se o caminho que levava ao local seria uma trilha de pescadores ou uma estrada. Através de uma decisão judicial, a empresa conseguiu a autorização para a viabilidade provando que o acesso era uma estrada.


(Diário Catarinense -  Ed N° 8143 - Link para a matéria)

 
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