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Preserve o que é nosso!

Preserve o que é nosso!

Do Gravatá, Florianópolis

Existe paz na orla. É, porém, pequena, deserta e escondida. Para chegar à Praia do Gravatá, são 30 minutos caminhando em uma trilha ou encarando a maior parte dela com um veículo 4x4.

Na praia, são apenas 60 passos de faixa de areia entre um rochedo e outro, dois ranchos de pescadores e pedras dispostas esturricando sob o sol. À vista, a lotada Mole e a extrovertida Galheta. E, como as vizinhas, água gelada, mas com mar guardado em enseada, sem risco para banhistas e livre de surfistas. O maior atrativo é a solidão. Para passar o tempo, interprete as esculturas feitas pelo vento nas rochas do costão esquerdo.

Na trilha, a subida é íngreme. Olhe para trás: mirante exclusivo para a Lagoa da Conceição. Adiante, barulho de bichos fugindo mato adentro, mas fique tranqüilo. Seu Sílvio, que cuida de um dos ranchos para os donos (políticos locais), roça as beiradas para afastar cobras.

Para chegar, na subida do morro que leva à Mole, tome um acesso pavimentado à direita, o mesmo usado pelo pessoal do vôo livre. Mas, por favor, esse fica sendo nosso segredinho, ok?

(Zero Hora -  Ed N° 15518 - Link para a coluna)

 
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